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OXUM

OXUM – O OURO

Das cachoeiras vem a Iabá do ouro.

 

  “Orixá da beleza e elegância, do ouro e das riquezas, rainha das águas doces, cachoeiras e soberana nos campos da sedução e da esperteza. Oxum é a responsável pela gestação”.

 

  • Dia da semana: Sábado

  • Saudação: Ora iêiê ô !

  • Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida (12 de Outubro), Nossa Senhora da Conceição (08 de Dezembro).

  • Cores: azul escuro (umbanda), amarelo ouro (candomblé).

  • Simbolos: leque (abebé) com estrela e espelho.

  • Onde recebe oferendas: em rios, nascentes e cachoeiras.

  • Principais oferendas: velas, flores brancas e amarelas, perfumes, adereços, espelhos, suas comidas e bebidas.

  • Bebidas: champanhe.

  • Elemento: água

  • Algumas ervas: catinga de mulata, oriri, malmequer, jasmim.

  • Animais: Arara.

  • Comida: omolocum, xinxim, ovos, canjica, banana.

  • Domínio: Água docê.

  • O que faz: dá riqueza, amor, fertilidade, protege o parto e o bebê.

  • Características: bonita, elegante, charmosa, doce, possessiva.

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ALGUNS ITÃS

   Oxum era filha de Oxalá. Um dia casou-se com Xangô, indo viver em seu palácio.


   Logo Xangô percebeu o desinteresse de Oxum pelos afazeres domésticos, pois a rainha vivia preocupada com suas jóias e caprichos.

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   Aborrecido, Xangô mandou prendê-la numa torre, sentindo-se livre novamente.


   Exu, vendo a situação de Oxum correu e contou a seu pai Oxalá que, fazendo deste seu mensageiro, entregou-lhe um pó mágico que deveria ser soprado sobre Oxum.


   Exu, que se transforma no que quer, chegou ao alto da torre e soprou o pó sobre Oxum que, no mesmo instante, transformou-se num lindo pombo dourado chamado Adabá, ganhando liberdade e voltando à casa paterna.
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   Filha de Oxalá, Oxum sempre foi muito interessada em aprender de tudo um pouco. Como sempre foi muito manhosa e mimada, conseguia tudo o que queria do pai.


   Certa vez decidiu que queria aprender a ver o seu futuro nos búzios. Foi pedir a seu pai que lhe aconselhou procurar Exu, pois tal poder havia sido concedido a ele por Ifá. Oxum foi procurar Exu que se negou a ensinar-lhe o seu segredo. Percebendo que Exu estava intransigente, Oxum resolveu procurar as feiticeiras da floresta para ensinar-lhe uma magia para enganar o Exu. Elas lhe deram um pó mágico que em contato com os olhos do Exu o deixaria cego por algum tempo.


   Oxum, fingindo estar brincando com Exu, soprou o pó em seus olhos, que ficou desesperado em recolher os seus búzios. Oxum, demonstrando-se interessada, o ajudou a recolher peça por peça conferindo o nome e seus significados. Exu na ânsia de recolhê-los, foi falando todo o segredo dos búzios a Oxum sem se dar conta até chegar ao último Odu.


   Muito inteligente, Oxum guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino, deixando para trás um Exu com os olhos irritados e desconfiado que havia sido passado para trás.

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   Na Nigéria, mais precisamente em Ijesá, Ijebu e Osogbó, corre calmamente o rio Oxum, a morada da mais bela Iyabá, a rainha de todas as riquezas, a protectora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência.

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   Generosa e digna, Oxum é a rainha de todos os rios e cachoeiras. Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino.

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   Oxum é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé. É a própria vaidade, dengosa e formosa, paciente e bondosa, mãe que amamenta e ama. Um de seus oriquis, visto com mais atenção, revela o zelo de Oxum com seus filhos:

O primeiro filho de Oxum chama-se Ide, é uma verdadeira jóia, uma argola de cobre que todos os iniciados de Oxum devem colocar nos seus braços.

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   Oxum não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade. Os seus filhos, para ela, são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver seu brilho.

É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência.

Seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza.

 

Características dos filhos de Oxum

 

   Dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia. São obstinadas na procura dos seus objectivos.

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   Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem as suas finalidades; atrás da sua imagem doce esconde-se uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.

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   Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.

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   Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.

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   Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.

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   O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum.

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