OBALUAÊ

01/08/2013 14:12

ORIXÁ - OBALUAÊ - O ORIXÁ DA CURA

Obaluaê, também conhecido como Omulú, Xapanã e associado com Kavungo, divindade da nação Bantu, e com Sakpata, divindade da Nação Jeje, é o Orixá da Cura, das doenças, das pestes.

 

É sincretizado com São Lázaro, o santo que voltou dos mortos e com São Roque, o santo que fora contaminado com uma peste, se curou e é invocado na cura de epidemias e doenças contagiosas.

 

Certamente por essas histórias, São Roque e São Lázaro passaram a ser sincretizados com Obaluaê, Orixá que possui os mesmos atributos, ou seja, senhor dos mortos e curador das pestes.

 

Não é demais lembrar que apesar da semelhança entre eles, não podemos confundi-los. São Lázaro e São Roque são santos confirmados pela Igreja Católica, tiveram suas passagens pela Terra. 

 

Já Obaluaê é um Orixá que teve seu culto iniciado na África, chegando ao Brasil e demais países da América Latina por intermédio dos negros escravos. Sendo posteriormente adotado como Orixá na Umbanda.

 

Uma dúvida muito comum entre os irmãos Umbandistas é se Obaluaê e Omulú são os mesmo Orixás ou são Orixás distintos.  A resposta é afirmativa ao primeiro entendimento. Falar em Obaluaê ou Omulú é falar no mesmo Orixá.

 

A diferença é que o nome Obaluaê está ligado a manifestação jovem desse Orixá, guerreiro, caçador e lutador. Já Omulú representa sua a manifestação velha, de sábio, feiticeiro e guardião.

 

Obaluaê tem seu corpo coberto por palha da costa, em razão de possuir feridas na pele. Também, o fato de Obaluaê possuir seu corpo coberto por palha da costa, representa o mistério, especificamente, o mistério da morte que para nós encarnados ainda não está revelado.

 

A palavra Obaluaê vem do Yorubá Obàlúwàiyé  que quer dizer "Rei Senhor da Terra" e Omulu significa "Filho do Senhor". Todavia, como dito acima, Obaluaê e Omulú representam um só Orixá.

 

Obaluaê é tido como senhor da cura, médico dos pobres. É invocado todas as vezes que alguém está doente. Obaluaê é o senhor dos cemitérios, dos mortos. Por essa razão, sempre que se adentra em um cemitério se saúda Obaluaê, assim como se saúda Iansã. Obaluaê é o Orixá responsável pelo encaminhamento dos espíritos recém desencarnados. 

 

Muitos irmãos partem desse plano sem estarem preparados. Ainda apegados com a vida e os bens da terra, acabam por não seguir o seu caminho e passam a habitar a casa de sua família terrena. Sabidamente, tal fato acarreta grandes prejuízos não só para o espírito que ali está, como também para a familia que sofre a obsessão. Nessas horas, Obaluaê é invocado para levar esse espírito ao seu reino, encaminhando-o para a nova vida no mundo espiritual.

 

Obaluaê também é invocado para afastar e levar embora os espíritos maus, pertubadores e kiumbas.

 

Sua saudação é "Atotô Obaluaê!"

 

Seu dia da Semana é a Segunda - Feira.

Seu dia do ano é 02 de novembro (juntamente com o dia de finados) - 17 de dezembro (em razão do sincretismo com São Lázaro) e 16 de Agosto (em razão do sincretismo com São Roque).

 

Suas cores são o Preto e Branco. (No candomblé além dessas cores, usa-se também o vermelho).

 

Seu símbolo é o Xaxará. (Espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais.).

 

Suas oferendas levam pipoca (que representa a transformação entre a vida e morte) estourada no azeite de dendê e sem sal; velas brancas e pretas; flores brancas e água. São entregues, preferencialmente, no cruzeiro do cemitério.

 

De Obaluaê originam inúmeras falanges de caboclos, pretos velhos e Exus e Pombagiras. Em relação à esses últimos, exemplificando, a falange dos caveiras (Exu Caveira, João Caveira, Tata Caveira, 7 Caveiras, Caveirinha,etc) é submissa à esse Orixá, bem como todos os demais vinculados às almas e ao cemitério.

 

Também manifestam-se falangeiros de Obaluaê, uma manifestação mais densa, entidades que chegam curvadas e que geralmente tem sua cabeça coberta por um pano branco. São  espíritos ligados diretamente à Obaluaê.

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