Elenilde da Silva Costa e Katia Cilene de Andrade

09/02/2015 23:53

TCC – Curso de Sacerdote

Formandos - 2014

FUCESP – Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo

 

Elenilde da Silva Costa

Katia Cilene de Andrade

 

O QUE SIGNIFICA PARA O UMBANDISTA:

DEÍSMO, TEÍSMO E AGNOSTICISMO

 

 

 

 

 

Guarulhos, 17/01/2015

1    Sumário

 

Agradecimentos 3

A Olorum 3.1

À FUCESP 3.2

À parentes e amigos 3.3

Introdução 4

O que significa para o umbandista: deísmo, teísmo e agnosticismo 5

         Deísmo 5.1

         Visão Umbandista 5.2

         Teísmo 5.3

         Visão Umbandista 6

         Agnosticismo 6.1

         Visão Umbandista 6.2

Reflexão 7

Fonte de Pesquisa 7.1

 

 

 

 

 

 

 

Agradecimentos

 

 

À Olorum

 

Primeiramente а Olorum, ao nosso Pai Oxalá e a todos nossos Orixás qυе permitiram qυе tudo isso acontecesse, ао longo dе nossas vidas, е nãо somente nestes meses de estudos e aprendizados mаs, que еm todos оs momentos são os maiores mestres qυе alguém pode conhecer. Por tеrem nos dado saúde е força pаrа superar аs dificuldades.

Agradecer nossas vidas, famílias е amigos.

 

À FUCESP

À FUCESP pelo ambiente acolhedor е amigável qυе proporciona, pela oportunidade dе fazermos esse curso, aos dirigentes e administradores qυе oportunizaram а janela qυе hoje vislumbramos υm horizonte superior, cultivados pela confiança е ética aqui presentes.

 

Ao Pai Salun pela orientação, apoio е confiança em nós e na nossa capacidade de aprendizado e conhecimentos, por nãо somente ter nos ensinados, mаs por ter nos feito aprender.

 

À Silvana, pelo empenho dedicado à elaboração de todos os trabalhos e deitadas.

 

Ao Jô e ao Carlos, pelo apoio nа elaboração e acompanhamento de todo os trabalhos no decorrer desse curso.

 

Agradeço аos irmãos de fé que nos proporcionaram a troca de conhecimentos, experiências e afetividade à nossa religião, qυе fizeram parte dа nossa formação е qυе vão continuar presentes еm nossas vidas....cоm certeza!

 

À PARENTES E AMIGOS

 

Aos nossos pais, pelo amor, incentivo е apoio incondicional.

 

Elen: Aos mеυs pais João da Costa Filho e Maria Bernadete Silva Costa qυе apesar dе todas аs dificuldades mе fortaleceram, qυе pаrа mіm são minha fonte de conhecimentos e fé.

Obrigada meu marido e minha filha, que acreditaram em minha capacidade e que nоs momentos dе minha ausência dedicação ao estudo, sеmprе me apoiaram.

 

Katia: а minha mãе, Rosemeire, minha heroína qυе mе dеυ apoio e incentivo nessa minha escolha e a minha amada avó Ephigênia que Oxalá a tenha em seus braços, após eu ter decidido ser uma Sacerdotisa me passou e me deu os seus conhecimentos.

 

À todos qυе direta оυ indiretamente fizeram parte dа nossa formação, о nosso muito obrigado.

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

 

De acordo com a tradição filosófica, é considerado conhecimento uma crença que seja verdadeira e adequadamente justificada. Dessa perspectiva, dizer que acredita em algo sem alegar que isso constitua conhecimento não é contraditório; é apenas incomum, já que normalmente se supõe que as pessoas com determinada crença afirmem que ela seja necessariamente verdadeira.

 

As pessoas têm suas próprias noções e conceitos do que é certo e errado, todavia sem ligar isso a Deus. Uma citação de Abraham Lincoln ilustra bem essa linha de pensamento: “Quando eu faço o bem, eu me sinto bem, quando eu faço o mal, me sinto mal, e essa é minha religião" 

 

 

 

O QUE SIGNIFICA PARA O UMBANDISTA:

DEÍSMO, TEÍSMO E AGNOSTICISMO

 

 

Deísmo

 

Sabemos que o deísmo tem suas raízes nos antigos filósofos gregos e, sobretudo, na doutrina aristotélica da “primeira causa”. Voltou a florescer no Iluminismo, sobretudo através de Galileu, Newton, Voltaire e outros. No deísmo admite-se que o Cosmos não é obra do acaso, e que, portanto deva existir um Criador. Porém, os deístas crêem que é papel do homem se aproximar de Deus através da razão, e não o contrário. Em suma, os deístas negam as revelações divinas e têm uma concepção naturalista do Cosmos, usualmente negando também a possibilidade de intervenções sobrenaturais.

Crêemem uma causa primeira: sim.
Crêemem um Criador pessoal: geralmente sim.
Crêemem intervenções sobrenaturais: quase sempre não.
Crêemem revelações divinas e dogmas: não.

 

VISAO UMBANDISTA:

 

Deísmo – algumas pessoas aceitam a religião, aceitam Deus, mas não acreditam em milagres, são aquelas que dizem: ah sei que milagres não existem, que só Deus para me livrar desse ou daquele sofrimento, problema, ou seja, esperam que somente Deus sem intervenção dos orixás ou nossos guias e mentores espirituais, possa resolver seus problemas.

Crêemem uma causa primeira: sim.
Crêemem um Criador pessoal: geralmente sim.
Crêemem intervenções sobrenaturais: quase sempre não.
Crêemem revelações divinas e dogmas: não.

 

Teísmo


Sabemos que o teísmo, deriva do grego Théos (Deus), que é a crença na existência de um ou mais deuses (politeísmo). O teísmo filosoficamente deriva diretamente do antigo questionamento: “porque afinal existe algo, e não nada?” – Que por sua vez remete a crença em uma espécie de ser consciente (embora não necessariamente um velho barbudo ou um avatar profético) que arquitetou todo o Cosmos. Pode ser, talvez, resumido como “a crença em um Criador pessoal”. A grande maioria dos teístas também compartilha a crença de que Deus não somente pode intervir diretamente (e, usualmente, de forma sobrenatural) nos eventos da existência humana, como também pode transmitir revelações e segredos cósmicos através de profetas, sonhos e experiências religiosas em geral.

Crêem em uma causa primeira: sim.
Crêemem um Criador pessoal: sim.
Crêemem intervenções sobrenaturais: quase sempre sim.
Crêemem revelações divinas e dogmas: sim.

 

 

 

 

 

VISAO UMBANDISTA:

 

Teísmo -“esses deuses” podem assumir o papel de intermediários entre os homens e o Deus supremo (Olorum – Orixás – pessoas).

Crêem em uma causa primeira: sim.
Crêemem um Criador pessoal: sim.
Crêem intervenções sobrenaturais: quase sempre sim.
Crêemem revelações divinas e dogmas: sim.

Agnosticismo


Agnosticismo, admite-se que a questão ancestral acerca da natureza exata da “primeira causa” não pode ser resolvida com base no conhecimento atual da humanidade, e talvez jamais venha a ser efetivamente solucionada. Geralmente isso significa apenas que os agnósticos se posicionam com ceticismo em relação à existência de Deus: não podem afirmar que existe, nem tampouco que não existe. Ou, como dizia Carl Sagan, um grande agnóstico: “a ausência da evidência não é a evidência da ausência”. O agnosticismo possuí algumas vertentes interessantes: os fideístas crêem que essa mesma questão da “primeira causa” realmente não pode ser resolvida pela razão, mas sim pela fé. Também é possível ser um agnóstico teísta – que crê em Deus, mas não crê que pode compreendê-lo; ou ainda, bem mais comum, um agnóstico ateísta – que não crê em Deus, embora tampouco afirme que não exista.
Se formos considerar a essência do ceticismo filosófico, para um cético só é mesmo possível ser um agnóstico, há menos que este cético tenha passado por experiências religiosas subjetivas, e que por conta delas tenha passado a crer em Deus.

Crêemem uma causa primeira: geralmente sim, embora não saibam resolve-la.
Crêemem um Criador pessoal: não (exceto no fideísimo).
Crêemem intervenções sobrenaturais: não (exceto no fideísmo).
Crêemem revelações divinas e dogmas: não (exceto no fideísmo).

 

VISÃO UMBANDISTA

 

Agnosticismo – alguns ponderam sobre a existência dos orixás, dos guias e mentores espirituais, não negam a existência de Deus nem dos interventores espirituais, mas questionam o porquê dos acontecimentos, por que Deus permite que isso ou aquilo aconteça, se o que se prega é que Deus, Olorum,Oxalá, Alá, ou seja,lá como denominamos nosso pai maior, não quer ver-nos sofrendo ou passando privações. 

Crêem em uma causa primeira: geralmente sim, embora não saibam resolve-la.
Crêem em um Criador pessoal: não (exceto no fideísimo*).
Crêem em intervenções sobrenaturais: não (exceto no fideísmo*).
Crêem em revelações divinas e dogmas: não (exceto no fideísmo*).

 

 

*NOTA:

Fideísmo (do latimfides, fé) é uma doutrina religiosa que prega que as verdades metafísicas, morais e religiosas, como a existência de Deus, a justiça divina após a morte e a imortalidade, são inalcançáveis através da razão, e só serão compreendidas por intermédio da . Foi condenado pela Igreja Católica, pelo seu líder à época, o PapaPio IX, no século XIX por meio do concílio Vaticano I.

 

 

 

 

Reflexão

 

 

 

 

Acreditamos que, não só na umbanda, mas, em toda religião existam deístas, teístas e agnoticistas, e ainda ousamos dizer que as pessoas têm na realidade um pouco de cada e que os usam de acordo com a situação, momentos de suas vidas.

Em nossas casas, tendas, terreiros, recebemos a todo o momento pessoas que afloram essa filosofia em momentos diferentes de suas vidas, conforme as provações, missões, pois vimos que variam sua fé, seus conhecimentos com muita freqüência, em certo momento acreditam na religião, aceitam Deus  mas rejeita milagres, em outros momentos: venera um Deus supremo e pequenos deuses, que seriam os orixás, os guias e mentores espirituais e crêem a na origem de Jesus  e ainda há momentos em que raciocinam e ponderam sobre a existência de “uma coisa”, de uma força superior,  não negam a existência de Deus mas questionam o porquê de tudo.

 

Pedimos que Olorum, Oxalá, nossos Orixás, Guias e Mentores Espirituais nos auxiliem cada vez mais em nossa missão!!

 

 

 

 

FONTES DE PESQUISA:

http://textosparareflexao.blogspot.com/2011/12/teismos-e-ateismos.html

 

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20120415090750AAzU2

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fide%C3%ADsmo

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