CARTA MAGNA DA UMBANDA

10/11/2015 02:33

            Congresso Nacional de Umbanda

Carta magna da Umbanda

O SACERDÓCIO É UM CHAMADO DIVINO, A ENTREGA DE UM  DOM

DOM AOS ESCOLHIDOS  PARA QUE PERPETUEM OS ENSINAMENTOS DE

OXALÁ E QUE SEJAM FORMADORES DE OPINIÃO NO SEGMENTO QUE ATUAM

UNINDO AS  PESSOAS AOS  GUIAS E ORIXÁS E ,  ATRAVÉS  DE SEUS  RITUAIS  POSSAM APROXIMÁ-LAS  DO SAGRADO,  PRATICANDO A CARIDADE, A  COMPREENSÃO  E  AMOR AO PRÓXIMO - SÍMBOLOS DA RELIGIÃO.

 

VOCÊ, SACERDOTE UMBANDISTA, MÉDIUM, OGÃ, CAMBONE E SIMPATIZANTE QUE SE IMPORTA COM O SENSO COMUM, QUE É CONTRA O PRÉ-JULGAMENTO SEM CONHECIMENTO, QUE SE DESAGRADA COM AS MÁS ATITUDES INSPIRADAS EM VALORES DE GRUPOS SOCIAIS IMPREGNADOS POR FALSAS IDÉIAS, COMPAREÇA E PARTICIPE.  É TAMBÉM SUA RESPONSABILIDADE DAR SUA CONTRIBUIÇÃO E ACRESCENTAR EM SUA VIDA A EXPERIÊNCIA DE UM MOMENTO HISTÓRICO PARA SUA RELIGIÃO, ESSA ATITUDE SERÁ UMA RESPOSTA AO CHAMADO DIVINO, SERÁ SUA ACEITAÇÃO DA  MISSÃO QUE LHE FOI DESTINADA.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

AO CONTRÁRIO do que muitos pensam, a Carta Magna NÂO TEM A INTENÇÃO DE ESTABELECER OU ELABORAR REGRAS DE PARA TRABALHOS RITUALÍSTICOS.

 

A proposta da Carta Magna é de apenas "escrever" seus fundamentos, é a de trazer as palavras de Zélio Fernandino de  Moraes e do Caboclo das Sete Encruzlhadas.

 

Toda religião, de acordo com as regras sociais em que vivemos deve se posicionar em relação as questões éticas e morais que envolvem a mesma sociedade, de forma que qualquer pessoa, leiga ou não, possa pesquisar sobre a religião, seus fundamentos, suas filosofia e como pensam os umbandistas, assim como existem os livros sagrados dos cristãos (Bíblia), dos hinduístas (Vedas), dos judeus (Torá), islâmicos (Alcorão) budistas (Tripitaka), etc.   

 

Portanto, a Carta Magna da Umbanda é um  documento unificado, elaborado através de diversos fóruns com a participação de tantas pessoas quantas quiserem participar, dando suas opiniões e pareceres para que o documento seja escrito não por uma pessoa, por um ponto de vista, mas pela opinião do umbandista.

 

Isso não significa que a Umbanda será mudada, que seus rituais sejam modificados, que as pessoas tenham que mudar a forma como trabalham espiritualmente.  Nada disso!  A Carta Magna será um instrumento de pesquisa, para orientar e nortear  aqueles que dela recorrerem para entender seus fundamentos.

 

Por que esse documento ainda não existe?

 

A Umbanda é uma religião bebê em relação as demais.  Veja abaixo:

 

      Datas aproximadas do nascimentos das religiões:

 

  • Cristianismo  >  2014 ano

  • Hinduísmo     > Entre 1700 - 100 a.C.

  • Islamismo      > Por volta do séc VI

  • Judaísmo        > Por volta de 4.000 anos

  • Budismo         >  Por volta de 2.500 anos

  • Umbanda        > 105 anos

 

 

Na história das religiões, todas elas levaram algum tempo para que pudessem surgir os livros ou reunião de regras e orientações para os seguidores.  Não foi Jesus quem escreveu a Bíblia, o Alcorão levou quase um quarto de século para ser escrito.  A Umbanda tem apenas 105 anos e é praticada de forma empírica.  Cada médium é o receptáculo de um espírito evoluído que vem para ensinar e com eles aprendemos todos os dias.  Como em todos os seguimentos de uma sociedade, existem pessoas extremamente sérias e comprometidas, outras gostam de excessos, outras gostam de exploração, outras acham que não necessitam conhecer os fundamentos da religião e acrescentam em seus rituais elementos que nunca existiram na Umbanda.  Outros acreditam que  fazer a entrega de um lanche comprado num fast-food e ainda embalado faz o mesmo efeito que uma oferenda preparada com todo carinho e respeito e oferecida no local adequado e da forma correta.

 
 
 

Enquanto não tivermos um documento que oficialize a Umbanda como uma religião, onde os leigos, pesquisadores, interessados, simpatizantes, juízes, etc. possam pesquisar, continuaremos sendo vítimas de pessoas que acham que a Umbanda é uma seita, como aquele Juiz que teve que se retratar.  Se somos tantos e atuantes para fazer o Juiz voltar atrás em sua decisão, porque não dedicarmos alguns minutos para ler os termos da Carta Magna da Umbanda e aí sim, discuti-la, questionar algum termo ou colocação, criticar algo que não concordarmos.  Para nos posicionarmos sobre um assunto, temos que conhecê-lo.  Conhecendo o assunto podemos ser a favor ou contra, mas, temos que saber o porquê.

 

O livre arbítrio é um presente divino ao homem que Oxalá ofereceu como a "cereja do bolo" no momento da sua criação.  Em sua sabedoria divina e, talvez para nos testar, nos encheu de sentimentos ambíguos:  amor x ódio;  alegria x tristeza;  sorriso x choro;  bondade X maldade;  agressividade x compaixão;  humildade x soberba;  curiosidade x desinteresse;   e assim seguem uma infinidade de sentimentos que os homens podem escolher quais utilizar nas diversas situações que são expostos. 

 

Nossa intenção é que as pessoas pensem por si próprias e deem suas opiniões e suas contribuições, desde que tenham conhecimento do assunto, que participem dos fóruns, que façam perguntas, que discutam os termos.  Nestes casos as críticas serão bem-vindas e inclusive servirão para alterar o teor do documento, pois ele não é de uma pessoa, de um seguimento ou de uma cabeça.  Esta Carta Magna da Umbanda deverá ser um documento construída a quantas mãos se interessarem em escrevê-la.

 

A Carta Magna será promulgada no dia 13 de novembro de 2015 na Câmara Municipal de São Paulo.

 
 
 
 

Proposta de Carta Magna de Umbanda

 Carta Magna de Umbanda

 

 

“A Umbanda como religião, tem em seu fundamento como base a crença em um único Deus (monoteísta), porém sua estrutura se estende através do panteão de Divindades denominadas de Orixás, com linhas e sublinhas de espíritos guias. Dando por verdade que a religião teve as influências das religiões Indígena, Africana, Kardecista e Católica”. Todas estes aspectos dentro da religião de Umbanda se sustentam como fonte de atuação através da prática caritativa, assistencialista e religiosa aos que a ela recorrem. A Umbanda, como religião, atua na elevação e educação religiosa, praticando apenas trabalhos de Ordem Luminosa. Entende-se que a religião de Umbanda, respeitando suas influências, é genuinamente brasileira, com duas interpretações em sua origem. Primeiro, que ela é milenar em suas atribuições espirituais em relação a manifestações. Segundo, que se iniciou através do Médium Zélio Fernandino de Moraes, em 15 de Novembro de 1908, em Neves, Niterói, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

 

 

 

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