FUCESP > Aula de Desenvolvimento > Vivência e Experiência

PostHeaderIcon Vivência e Experiência

PostDateIcon Ter, 11 de Maio de 2010 11:56 | PostAuthorIcon Author: Prof. Eron |

VIVÊNCIA e EXPERIÊNCIA

Instrumentos de evolução espiritual

Vivência e experiência: duas palavras intimamente relacionadas com o processo evolutivo espiritual do ser humano.

Duas situações indissociavelmente ligadas à ação humana e indispensáveis para o desenvolvimento do processo existencial da própria humanidade, que nos comprova isso. De fato, basta prestarmos atenção ao rico e variado acervo cultural das sociedades ao longo dos tempos, para se verificar que o mesmo foi construído pela vivência e pela experiência humana.

 

 

Quem não tem sua história individual e social repleta de situações construídas pela vivência e pela experiência ?   Por isso, cada um pode responder às seguintes interrogações:

-        O que significa experiência ?

-        Qual é o sentido de vivência ?

-        Estas palavras são sinônimas ou existe alguma diferença no significado delas ?

Consultando o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, encontramos o seguinte:

-        Experiência é:

  1. qualquer conhecimento adquirido por meio dos sentidos;
  2. forma de conhecimento abrangente, não sistematizado (senso comum), ou sabedoria adquirida de maneira espontânea durante a vida;
  3. forma de conhecimento específico ou perícia que adquirida por meio de aprendizado sistemático, se aprimora através do tempo.

Este último é o sentido que mais nos auxilia para um entendimento mais adequado do termo “experiência”.

-        Vivência:

  1. coisa que se experimentou vivendo;
  2. conhecimento que se adquiriu no processo de viver, ou vivenciar ou realizar qualquer coisa;
  3. experiência prática; coisa que se experimentou vivenciando ou vivendo.

Comparando a significação desses dois termos, vemos que ambas dependem de um aprendizado.

Vão, de fato, exigir dos indivíduos:

  1. capacidade de analisar e digerir os fatos (ocorrências);
  2. compreensão adequada desses fatos;
  3. capacidade corajosa para mudar aquilo que for necessário para buscar o desenvolvimento pessoal e do outro.

Note-se, todavia, que a experiência é algo que supõe o processo natural do existir, que é a vivência concreta das ocorrências ou situações geradas pela própria vida. Por esse motivo, dizemos que a vivência tem mais valor que a experiência, pois seu ciclo de vida não termina nunca. À medida que o tempo passa, ela cresce, perpassando todos os momentos da vida dos indivíduos.

Já a experiência tem por base a capacidade que o indivíduo tem de direcionar a própria vivência enriquecendo-a com aportes técnicos específicos. A experiência está condicionada por estímulos externos. É algo que se relaciona com o tempo exposto à técnica, ao “know how”, à tecnologia existente ou ao aspecto operacional de uma atividade.

A experiência, portanto, tem uma dimensão limitada, e sua importância está em motivar os indivíduos a criarem situações para crescimento próprio e daqueles que lhe estão vizinhos, se tratar-se de condutor de grupos ou formador de opinião, como é o caso do sacerdote.

Há gente que confunde experiência com a quantidade de anos em que esteve exposto a determinada influência. Nós podemos questionar: em que essa pessoa contribuiu efetivamente para o crescimento próprio e das outras pessoas com as quais conviveu ?    Se trabalhava em alguma instituição, de que modo contribuiu para o desenvolvimento e as mudanças que nela ocorreram ?

A mera quantidade de anos passados em tal ou tal outra situação não é critério satisfatório para se conceituar experiência.

Fazemos referência à questão da vivência como algo de suma importância que deve ter lugar entre as nossas preocupações. Reafirmamos que não nos referimos a um mero passar pela vida, mas ter consciência de que cada sucesso e cada fracasso ocorridos na nossa vida, quer particular, quer profissional, quer individual ou social, nos deixaram lições que nos fizeram crescer espiritualmente.

Como sacerdotes, é necessário que cada um tome consciência da importância de buscar um número significativo de experiências e sobretudo que estas tragam enriquecimento indubitável para a própria vivência. De fato, a função das experiências por que passamos é a de conquistar uma visão o mais abrangente possível da dimensão missionária da vivência sacerdotal.

Afirmamos acima, que os fracassos e os sucessos podem concorrer para a tessitura da vivência humana, contanto que tenham servido de aprendizagem fortalecedora do processo de desenvolvimento e evolução espirituais.

Os sucessos que já obtivemos ou que vierem a ocorrer não nos devem despertar aquela sensação de perfeição. O nosso “ego” pode convencer-nos de que em tudo que pusermos a mão acontece uma reviravolta para melhor e que, portanto, o sucesso será sempre nossa marca registrada em situações futuras.

Devemos acreditar em nosso valor e alimentar uma atitude sadia de ambição em buscar o sucesso, mas deve vir sempre acompanhada de  autêntico sentimento de humildade, pois, nas ações que empreendemos, se a ambição é a força movente, a humildade é a bússola que aponta o norteamento.

Na maioria das vezes, a vivência é mais importante que a experiência. Também pelo fato que o valor da vivência não acaba e o da experiência, sim.

A vivência abre nossos ouvidos, a experiência tende a fechá-los diante da suposição de que sabemos tudo. Pela vivência aprendemos a entender nossos limites e nossas incompetências. A vivência enxerga a floresta, a experiência vê somente árvores.

Não esqueçamos. A existência humana é constituída pelo acúmulo de situações tecidas pelas vivências e experiências, é objeto de reflexão em qualquer credo religioso ou caminho espiritual. O ponto de partida dessa reflexão é o clássico questionamento da humanidade acerca do seu próprio destino: quem é o ser humano ?   Donde ele veio ?   Porque está nessa dimensão ?   Para onde vai ?

Sejam quais forem as respostas, não podem prescindir do espólio espiritual acumulado pelas vivências e experiências individuais e sociais do próprio ser humano no suceder dos tempos. Fiquemos atentos, pois cada um de nós é, por indicação amorosa do Criador, o construtor do próprio destino.

Nossa tarefa é a conquista gradativa, meritória e esperançosa de uma vivência plena de evolução e luz em outra dimensão espiritual.

Eron – 17.04.2010

 

Guarulhos

Federação
  • Início
  • História
  • Como se filiar
  • Filiados
  • Calendário
  • Fotos
  • Contato
  • Notícias
  • Pesquisas?
  • Cadastro de festas
  • Enviar Notícias
  • Atividades dos Filiados
Material / Estudo
  • Artigos
  • Linhas na Umbanda
  • Dicionário
  • Orixás
  • Eguns & Quiúmbas
  • Defumação
  • Banhos
  • Exu Mirim na Umbanda
  • Ervas
  • Transporte e Descarrego
  • Umbanda e Espiritismo
  • O que é Candomblé?
  • Aula de Sacertode
  • Aula de Desenvolvimento
Assine nosso Boletim

Todos os direitos reservados a FUCESP - 2010 - Criado por DJGWeb