Fundamentos

Os fundamentos da Umbanda variam conforme a vertente que a pratique.

Existem alguns conceitos básicos que são encontrados na maioria das casas e assim podem, com certa ressalva e cuidado, serem generalizados. São eles:

  • A existência de uma fonte criadora universal, um Deus supremo, chamado Oxalá ou Zambi. Algumas das entidades, quando incorporadas, podem nomeá-lo de outra forma, como por exemplo Tupã, para caboclos, entre outros, mas são todos o mesmo Deus.
  • O compromisso com "a manifestação do espírito para a caridade" O que significa que a prática da caridade não deve ocasionar nenhum tipo de cobrança financeira ou de qualquer outra ordem.
  • Ritual variando pela origem.
  • Vestes, em geral, brancas.
  • Altar ou peji com imagens católicas, pretos-velhos, caboclos, baianos, marinheiros e boiadeiros.
  • Bases: africanismo, espiritismo, amerindismo, catolicismo.
  • Serviço social constante nos centros.
  • Magia branca.
  • O não sacrifício de animais.
  • Batiza, consagra e casa.
  • O culto aos orixás como manifestações divinas.
  • A manifestação dos guias para exercer o trabalho espiritual incorporado em seus médiuns ou "aparelhos", também chamados de "cavalos".
  • O mediunismo como forma de contato entre o mundo físico e o espiritual, manifestado de diferentes formas.
  • Uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e espiritual que é seguida em cada casa de forma variada e diferenciada, mas que existe para nortear os trabalhos de cada terreiro.
  • A crença na imortalidade da alma.
  • A crença na reencarnação e nas leis cármicas.

Um Deus único e superior

Deus, em sua benevolência e em sua força emana de si e através dos orixás e dos guias (espíritos desencarnados) seu amor, auxiliando os homens em sua caminhada para a elevação espiritual e intelectual.

Orixás

Orisha é um termo yorubano que designa um ser sobre-humano ou um deus. Sobre os orixás é considerado que são manifestações do Grande Deus, Olorum, criador de tudo.

Todo o universo surge de Olorum através das radiações que são individualizadas e personificadas em orixás. As emanações da água, por exemplo, podem ser subdivididas em Oxum, água doce, Nanã, pântano, e Iemanjá, mar. Ocorre associação semelhante com Ossain e Oxóssi no que tange à irradiação do reino vegetal. Portanto, cada orixá é considerado uma manifestação antropomorfizada dos elementos da natureza.

Por ocasião do tráfico negreiro e comércio de escravos no Brasil, negros de tribos diferentes foram misturados. Portanto, os diversas orixás de tribos distantes se encontraram em terras brasileiras e formaram o grande panteão do Candomblé.

Nessa visão, ainda própria dos ritos tribais, o orixá era um ancestral que os integrantes tribais localmente tinham em comum. Geralmente era o próprio fundador da tribo e deixava grande influência por suas características incomuns de liderança, poderes espirituais e habilidades. A tribo tinha no orixá um símbolo da união, pois todos eram filhos diretamente desse grande ancestral.

Os orixás, na Umbanda, se entrelaçam nas linhas de cultivo, que apresentam muita controvérsia em suas denominações e divisões, às quais abrangem reinos e falanges, de tal modo que não há uma unidade de entendimento, sendo geralmente distribuídas Sete Linhas encimadas pela Linha de Oxalá, sobre o que não há dúvida. Mais complexas se tornam as divisões em reinos e falanges, pois cada praticante procura explicar a seu modo e defender o seu ponto de vista, mesmo que esteja em desacordo com os demais. O orixá, pela sua vibração, influi na sua falange, dentro de sua linha em um mensageiro ou falangeiro que se manifesta nos terreiros de Umbanda.

 

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